Venezuela apoia ações para frear contaminação por mercúrio

Caracas, 20 out (Prensa Latina) Venezuela subscreveu o convênio para reduzir as emissões anuais de mercúrio e promover formas adequadas de armazenamento e eliminação desse elemento nocivo, informaram hoje fontes oficiais.

Segundo o Instituto Venezuelano de Investigações Científicas (IVIC), esse acordo é o primeiro que se assina para regular as emissões e libertações ao ambiente de um elemento em particular.

Tibisay Pérez, pesquisadora do Laboratório de Química Atmosférica do IVIC, assinalou que a maior fonte de contaminação por mercúrio em todo mundo, especificamente 37 por cento, provém de emissões à atmosfera e liberações (efluentes líquidos) geradas pela mineração de ouro artesanal.

Os trabalhadores e famílias que participam em minerações de ouro artesanal estão expostos ao fenômeno de várias maneiras, incluindo a inalação durante a fundição.

No caso da Venezuela, as ações para reduzir essa substância compreendem a eliminação do uso dos termômetros com conteúdo de mercúrio nas incubadoras e seu emprego nas plantas de cloro soda do setor petroleiro e petroquímico.

Ademais, incorporou regulares muito baixos de conteúdo mercurial nas lâmpadas econômicas e continua realizando esforços de redução, reciclagem e armazenamento em todos os processos da indústria elétrica.

O mercúrio é um metal pesado, altamente tóxico, que é liberado ao ambiente pela mineração artesanal de ouro a pequena escala, combustão de carvão mineral, plantas de cloro soda com tecnologia associada, resíduos sólidos e através da indústria do concreto.