Furacão Phailin deixa 20 mortos e grandes perdas materiais na Índia

Nova Deli, 14 out (Prensa Latina) A passagem do furacão Phailin pelo estado oriental indiano de Orissa deixou pelo menos 20 mortos, milhares de moradias destruídas e grandes prejuízos para a agricultura, a indústria pesqueira e a infraestrutura no geral.

As autoridades federais e estaduais ficam felizes pelo fato do número relativamente baixo de vítimas mortais ter sido graças ao deslocamento de mais de um milhão de pessoas a lugares seguros, o que constituiu a maior operação de evacuação em toda a história da nação sul-asiática.

O pior furacão a afetar a Índia em 14 anos, teve impacto sobre mais de 145 mil aldeias de pescadores e agricultores dos 12 distritos ribeirinhos de Orissa.

Uma conta preliminar estimou 235 mil moradias danificadas, mais de 800 mil os danificados de alguma maneira e ao redor de 400 milhões de dólares de prejuízo só nas plantações de arroz.

O ciclone também causou grandes prejuízos ao estado vizinho de Andra Pradesh, de onde eram dois dos 20 falecidos.

Seus ventos atingiram uma velocidade de 220 quilômetros por hora, derrubaram uma dúzia de torres elétricas e ao redor de 900 mil árvores só em Orissa.

Phailin avança agora para os estados de Jharkhand e Bihar ao norte. Ainda que tenha perdido intensidade e sido rebaixado a depressão, representa um perigo porque o acompanham intensas chuvas capazes de provocar inundações nesses territórios e no vizinho Nepal.

Orissa, um dos estados mais pobres do país, foi vítima em 1999 de um furacão com ventos de até 300 quilômetros por hora que matou a cerca de 10 mil pessoas.

A temporada de furacões na Índia vai de abril a dezembro, um período durante o qual se produzem tormentas destrutivas, sobretudo no Golfo de Bengala.

A maior parte dos 7.516 quilômetros de costa da nação sul-asiática é muito vulnerável a furacões e tsunamis.